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Escutemos ainda sobre este assunto a Santa Margarida Maria, ou antes, a Nosso Senhor: "Estando eu um dia, diante do Santíssimo Sacramento exposto, apareceu-me o Divino Mestre todo radiante de glória com as suas cinco chagas resplandecentes quais cinco sóis. De sua sagrada Humanidade saíam chamas de todos os lados, porém principalmente do seu adorável peito, que parecia uma fornalha: no meio destas chamas, mostrou-me seu suavíssimo Coração, que era o foco das chamas. Revelou-me então as maravilhas inexplicáveis do seu amor, a que excesso havia chegado, amando os homens, de quem só recebia ingratidões. «Eis aqui, me disse Ele, o que Me é mais sensível do que tudo o que sofri em Minha Paixão, tanto que, se correspondessem ao Meu amor, pouco contaria tudo quanto por eles fiz e quisera, se fosse possível, fazer ainda mais; eles, porém, só têm tibieza e repulsa para todos os meus ardentes desejos de fazer-lhes bem»". O Coração de Jesus não sofreu somente em todas as horas, mas todos os instantes de sua vida mortal; pois, como disse Santa Margarida Maria, toda a sua vida derivou-se no amor e na privação, assim como consumou-se no sacrifício. Prática Tomai a resolução de fazer nas primeiras sextas-feiras do mês uma comunhão oferecida ao Coração de Jesus, em reparação de todas as negligências que se tiverem insinuado nas que fizestes entre elas. Oração jaculatória Coração de Jesus, saturado de opróbrios, ensinai-me a suportar com paciência as contradições e o desprezo. 3 vezes: |