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Nas crônicas de São Francisco lemos que um homem de qualidade fez-se religioso em um mosteiro da Ordem; não achando ali os cômodos prazeres que havia deixado, resolveu retomar o caminho do mundo. Tão forte foi a tentação, que lhe cedeu. Todavia, avistando um Crucifixo no lugar por onde caminhava, ajoelhou-se para implorar sua misericórdia. Ah! quão terno é o Coração de Jesus, e como é grande sua bondade! Tendo apenas acabado uma curta súplica, sentiu-se ele absorto na oração até o êxtase, e aparecendo-lhe Nosso Senhor com sua Bem-Aventurada Mãe, inquiriu dele o motivo da saída; ao que respondeu que, estando acostumado a levar vida delicada, não podia suportar a austeridade da regra. Mostrando-lhe o Senhor então, a chaga de Seu lado, consolou-o, dizendo-lhe: «Filho, põe aqui a tua mão, unge-te com o Sangue da minha chaga, e acharás que todas as coisas, por mais difíceis que te pareçam, te serão muito fáceis». O noviço obedeceu, e depois em todas as tentações que lhe sobrevinham, lembrando-se da Paixão do Filho de Deus, da amorosa chaga de Seu Coração, notava que suas penas se transformavam em delícias. Prática Consagrai um dia da semana a honrar o Coração de Jesus de modo especial: a sexta-feira, por exemplo, que foi designada para a Igreja para este fim. Oração jaculatória Oxalá que meus olhos e meu coração, ó Jesus!, permaneçam sem cessar fitos na chaga de Voso Coração! Oculi mei et cor meum tibi cunctis diebus. 3 vezes: |