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Vigésimo
quinto dia
Imagens
do Sagrado Coração de Jesus
Quem ama de alguma maneira se
consola da ausência do amigo, considerando-lhe o
retrato; trá-lo consigo, beija-o com ternura,
contempla-o com freqüência. É o que o devoto Lausperge
nos aconselha com as imagens do Coração de Jesus:
"Para alimento de vossa devoção, tende alguma
imagem do adorável Coração, colocai-o em lugar que
possível vos seja vê-la freqüentemente, a fim de, com
esta vista, suscitar em vós o fogo do amor divino;
beijai-a com o mesmo afeto com que oscularíeis o
próprio Coração de Jesus Cristo; entrai em espírito
nesse Coração deificado, imprimndo-lhe com ardor o
vosso, sumindo nele vossa alma inteira, com desejo de que
nele se absorva, esforçando-vos por atrair para o vosso
coração o espírito que anima o de Jesus, suas graças
e virtues, em suma, tudo quanto há de salutar nesse
Sagrado Coração; pois é fonte superabundante de todo o
bem".
Se não fora salutar esta prática,
ensinaria a Igreja o culto das santas imagens?
Diz Santa Teresa em sua vida com
aquela admirável simplicidade que lhe é peculiar:
"Sendo eu pouco hábil em representar-me os objetos,
gostava muito das imagens. Ai daqueles que por sua culpa
perdem os socorros que nelas poderiam achar! Parece que
não amam Nosso Senhor; porque se O amassem, jubilariam
de ver-lhe o retrato, como no mundo ditosos se julgam os
que vêem o das pessoas que lhes são caras".
Nada é mais capaz de nos levar à
veneração das imagens do Coração de Jesus do que o
prazer que sabemos que Ele tem vendo-as honrar.
Sobre este assunto se refere Santa
Margarida Maria: "Dia de São João Evangelista,
depois da Comunhão, apresentou-se-me o Coração de
Jesus, como em refulgente trono formado de fogo e chamas
mais brilhantes do que o sol. A chaga que recebeu na Cruz
aí aparecia visivelmente, e uma coroa de espinhos
circundava esse sagrado Coração, que tinha uma cruz em
cima. Revelou-me o divino Salvador significarem esses
instrumentos da Paixão, que o imenso amor, que aos
homens tinha, havido sido origem de todos os seus
sofrimentos; que desde o primeiro instante de sua
Encarnação, todos esses tormentos e desprezos lhe foram
apresentados; que desde logo a Cruz foi, por assim dizer,
plantada em Seu Coração; que aceitou todas as dores e
humilhações que Sua santa Humanidade tinha de sofrer no
curso de sua vida mortal, e assim também os ultrajes a
que Seu amor aos homens O exporia até a consumação dos
séculos, habitando com eles no Santíssimo
Sacramento."
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