Ajude os sites LeiaMe!
Clique no botão para gerar um boleto com sua contribuição:

Quarta semana da Quaresma
Sexta-feira: Consagrada ao Coração de Jesus

“A ninguém é permitido falar pessoalmente com o rei: o muito que alguém pode esperar é falar-lhe por meio de uma terceira pessoa. Mas, para vos falar, Rei da glória, não se requer terceira pessoa; aí no Santíssimo Sacramento sempre vos achais pronto a dar audiência a todos. Todo aquele que vos procura, aí vos encontra e vos fala com toda a singeleza. De mais a mais, se alguém consegue falar com o rei, para isso quanto não é necessário esperar? Os reis dão audiência poucas vezes ao ano; mas vós neste sacramento dais audiência dia e noite, sempre que desejamos.” (Santa Teresa d’Ávila)

      A devoção à Eucaristia e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus são duas devoções irmãs. Estão tão intimamente unidas, completam-se tão perfeitamente, que uma chama necessariamente a outra.

      Se temos devoção ao Sagrado Coração, queremos encontrá-Lo para O adorar, amar, oferecer-lhe nossas reparações e nossos louvores; e onde O procuraremos, senão na Eucaristia, onde se encontra eternamente vivo? Se amamos esse Coração adorável, queremos unir-nos a Ele, pois o amor procura a união; queremos aquecer nosso coração nos ardores desse fogo divino.

      Basta saber o que é comungar para compreender que não há meio mais seguro para de súbito incendiar-se alguém nas chamas do amor de Jesus Cristo do que aproximar-se com freqüência deste divino Sacramento. Diz o Sábio: “Não é possível trazer fogo dentro de si sem queimar-se”. Este fogo sagrado é a adorável Eucaristia, que, no dizer de São Bernardo, é o amor dos amores.

      Vamos, pois, com freqüência a esta fonte de todos os bens; aí unidos e incorporados a Jesus Cristo, autor da graça, vê-la-emos fluir todos os dias sobre nós com profusão sempre nova

      Ah! quantas graças perdemos, não comungando com mais freqüência! Os fiéis da Igreja primitiva comungavam todos os dias, mas também qual não era a fé e o fervor deles!

      Disse um dia o Divino Salvador a Santa Margarida Maria:

“Tenho ardente sede de ser adorado pelos homens no Santíssimo Sacramento; e não encontro quase ninguém que se esmere por saciar-Me o desejo”

      Mas se já temos a felicidade de comungar freqüentemente, ah! por que não faremos melhor uso de tão precioso meio de perfeição e salvação? Sempre os mesmos depois de tantas comunhões! Tomemos a firme resolução de procurar com amor a Jesus no Santíssimo Sacramento, não por hábito, jamais por mera obrigação!, mas com a consciência de que na Comunhão aceitamos nossa "comum união" com Jesus: união no amor, na vontade, nos pensamentos, palavras e ações. Procuremos visitar muitas vezes a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento, principalmente se no nosso caminho diário passamos por alguma igreja onde Ele repousa.

texto adaptado das reflexões do mês de junho e
do livro O Sagrado Coração e o Sacerdócio.


Reflexão: fé e paz em tempos difíceis

      A fé é uma união profunda com Deus. A fé é a fidelidade ao Amor de Deus. A fé é a adoração a Deus e não a um ídolo. A fé é a luz que nos faz compreender que todas as coisas estão nas mãos de Deus. A fé é aquela luz que nos permite confiar a Deus o profundo do nosso íntimo, as coisas misteriosas da nossa vida e quantos nos rodeiam. A fé dá-nos a luz para confiarmos a Deus todos os poderosos do mundo e de colocar sob o Seu poder todas as coisas presentes na terra.

      Por quê, numa pessoa que reza, até desde há muito tempo, permanecem ainda tantos sentimentos negativos? Certamente, porque não se elevou para Deus, porque procura algo para si mesma, porque procura os erros dos aliados, porque tem em si pensamentos de vingança, de rebelião. Uma pessoa é atendida quando está elevada para Deus, onde alcança a plenitude, a sua plena realização e, ao mesmo tempo, se torna instrumento perfeito pela ação de Deus. E, quanto mais são os justos, isto é, as pessoas que permanecem fiéis a Deus, abertos por dentro à Graça que torna a alma dinâmica, tanto mais se alarga a paz no mundo.

      Quando o Senhor instruiu os apóstolos que lhe pediam a fé, Jesus não dá uma resposta usando uma varinha mágica, não lhes dá a fé, mas convida-os a crescer, a elevarem-se, a rejeitar o mal, a despertarem por dentro e a entrarem em harmonia com Deus.

       Estes tempos cheios de interrogativas muito profundas para toda a humanidade, não se resolvem com armas, nem com a política, nem com outros meios humanos, mas só com a nossa resposta a Deus. Estes tempos de grandes provocações são uma provocação positiva para todos nós, um convite a entrar em oração e, através dela, a elevar-nos para Deus com a fé, para alcançarmos a paz dentro de nós e para dar a paz ao mundo, a paz de Deus.

Pe. Tomislav Vlasic’


 

Devoções