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Primeira semana da Quaresma
Sexta-feira: consagrada ao Coração de Jesus

Nos primeiros séculos do cristianismo era muito grande a devoção às cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, com especial destaque para a Chaga do Lado.

Sobre esta Chaga se podem ler páginas admiráveis de vários santos que, pouco a pouco, por essa porta que era o Lado aberto do Salvador, se foram aproximando do Coração, indubitavelmente atingido pela lança que causou a enorme ferida.

O Coração-Amor e o Coração-refúgio, tão próprios das revelações dos nossos dias, surgem, assim, já em São Boaventura, e também em São Bernardino de Sena, São Pedro Canísio e São Francisco de Sales.

      Este último (1567-1622), santo do amor e do abandono, que tem por fundamento a humildade e a pequenez, exalta a misericórdia do Coração de Jesus para com os pobres e humildes, e recorda a necessidade de correspondermos ao Amor desse Coração:

“Ele mesmo toma sobre Si as nossas misérias e enobrece-as, aperta a nossa miséria ao Seu Coração, mostrando o Lado. Importa, porém, que Lhe correspondamos com o nosso amor”. (São Francisco de Sales)

      Vê-se, portanto, que através da Idade Média, por meio da devoção às Chagas de Jesus, se foi desenvolvendo a devoção ao Seu Coração.

      Era mesmo muito divulgado e venerado, na Idade Média, o brasão das cinco Chagas: O Coração ferido ao centro, simbolizando a Chaga do Lado, em cima, as duas mãos traspassadas, e, por baixo, os pés igualmente traspassados.

      A devoção às Santas Chagas e ao Coração ferido foi-se intensificando a partir do século XII sobretudo nas Congregações e Ordens religiosas e, por meio delas, no povo.

      Mas a grande glória é dada ao século XIII, século de S. Boaventura e de Santa Matilde e Santa Gertrudes, às quais o Senhor fez especiais revelações sobe o Seu Coração.

      Depois das revelações do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria, Jesus deu continuidade a esse ensinamento através de outras almas escolhidas, como Irmã Benigna Consolata Ferrero:

“Escreve, Benigna, secretária da Minha Misericórdia, escreve que o Meu maior desejo é dar a conhecer que sou todo Amor; e que aqueles que duvidam da Minha Bondade Me causam a maior dor”.

“Eu sou o Deus de toda a Misericórdia. Não há nada que Eu busque mais do que exercer a Minha Misericórdia continuamente. Fazer justiça, para Mim, é ir contra a corrente, é violentado que o faço. A porta da Minha Misericórdia não está fechada a chave, mas ligeiramente encostada. Para a abrir, basta um toque. Mesmo uma criança a pode abrir, mesmo os velhinhos que perderam a força. Pelo contrário, a porta da Minha Justiça está fechada e só se abre àquele que Me força a fazê-lo. Por Minha vontade, nunca se abre.”


Como reparar as ofensas a esse Coração Divino?

    - sendo perseverantes na prática das virtudes e nas obras de misericórdia;

    - procurando o Sacrário em todas as igrejas que visitarmos, para adorá-lO no Santíssimo Sacramento;

    - fazendo as Confissões e Comunhões reparadoras nas Primeiras Sextas-feiras;

    - entronizando uma imagem ou estampa do Coração de Jesus em nossa casa;

    - divulgando esta devoção em nossa família, no local de trabalho, entre os amigos:

“A verdadeira reparação é construir sobre as ruínas acumuladas pelo ódio e pela violência, a civilização do Amor, o Reino do Coração de Cristo.” (João Paulo II)


Práticas sugeridas: Aprofundar-se no conhecimento sobre a espiritualidade da devoção ao Coração de Jesus, e/ou rezar a Via-Sacra bem meditada. Fazer uma pequena penitência em favor dos doentes e moribundos.



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