Ajude os sites LeiaMe!
Clique no botão para gerar um boleto com sua contribuição:

Semana Santa
Quarta-feira: dia consagrado a São José
dia de rezar pelas vocações sacerdotais

“Se quiseres chegar a possuir Cristo, jamais O busques sem a Cruz”.
(São João da Cruz)

      Cristo, a quem coube a Paixão mais dolorosa, foi o primeiro dos três [crucificados] a morrer.

      Mas, antes, o Mau Ladrão gritava-lhe lá em cima, da sua cruz; e o seu desafio era acompanhado no chão por soldados, verdugos e sacerdotes hebreus:

      - Anda, se é verdade que és Filho de Deus, desce da Cruz e acreditaremos em Ti.

      Mentira. Não teriam acreditado.
      Exigimos sempre de Deus uma prova diferente da que nos dá.
      Com esta argúcia, julgamos justificar-nos.
      Pediam um milagre: que descesse da Cruz; então, seria Deus.
      E não era maior milagre não querer descer da cruz e agüentar-se nela? Não era maior a prova da sua divina paciência?
      Assim o entendeu o Bom Ladrão:

      - Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no Teu Reino!

      O que queria o Mau Ladrão não era um milagre como prova de fé, mas um milagre proveitoso e eficaz, que o livrasse da dor e da morte:

      - Já que estamos os três no mesmo suplício, livra-Te a Ti e a nós; desce-nos a todos da cruz e acreditaremos em Ti.

      Condiciona a fé à sua comodidade e prazer.
      Com uma blasfêmia, pede um milagre que lhe evite o sofrimento.
      Cego pela raiva, insulta e desafia o Único que pode salvá-lo.
      Fixa condições para crer.
      Como se a fé fosse uma oferta ou uma gorjeta que o homem agradecido dá a Deus e não uma espontânea e misteriosa dádiva, que Deus dá ao homem.
      Não lhe interessa nem a fé nem o milagre como tal. Nem Deus.
      E morre, descrente, junto ao milagre mais portentoso da História: um Deus Crucificado, que não quer descer da cruz.

      Ainda que, por se quedar nela, haja quem pense: não desce, porque não pode.
      Quando precisamente a nossa Redenção se beaseava em que Cristo suportasse tudo e agüentasse na cruz sem descer, morrendo pregado nela.

Ramón Cué, SJ
O meu Cristo partido

      Meditação sobre a dignidade dos sacerdotes e a necessidade de rezarmos sempre por eles:

Como afirmei, meu Filho que é Deus, fez-se homem, e o homem fez-se ‘deus’. Essa dignidade é concedida de modo geral a todos os homens. Mas entre eles, escolhi meus ministros para que distribuíssem o sangue do Cordeiro, tendo em vista a vossa salvação. Encarreguei-os de ministrar o Sol; dei-lhes a luz da ciência, o calor da caridade divina, a claridade do Corpo e do Sangue do meu Filho.

Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos, postos por mim na função de ministros. Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens, na pessoa dos sacerdotes.

Coloquei-os como anjos na terra, e como tais devem viver. De todos os homens exijo pureza e amor; todos devem amar-Me e amar o próximo; todos devem socorrer o irmão naquilo que lhes for possível com orações e obras de caridade. Mas dos meus ministros peço pureza maior, maior amor por mim e pelos homens. Que distribuam o Corpo e o Sangue do meu Filho com grande desejo da salvação da humanidade, para glória do meu nome.” (“O Diálogo”, Santa Catarina de Sena)

 

      Oração: Rezemos a São José, pedindo que nos ensine a viver como bons cristãos, dignos desse nome, suplicando graças principalmente para nossos sacerdotes, seminaristas, vocacionados, e também nossos governantes.

Amantíssimo José, ensinai-me a amar Jesus e Maria como vós os amastes.

Lembrai-vos (de São José):

Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer, que alguém tivesse invocado a vossa proteção, e implorado o vosso socorro, e não tivesse sido por Vós consolado. Com esta confiança venho à vossa presença, e a Vós fervorosamente me recomendo. Oh, não desprezeis a minha súplica, Pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.

 

      Prática sugerida: Rezar por nossos sacerdotes, seminaristas, vocacionados, por nossos governantes e pelos governantes do mundo inteiro.


 

Devoções