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Segunda semana da Quaresma
Sexta-feira: Sangue de Jesus, lágrimas de Maria

“Toda bela sois, Maria! E a mancha do pecado não existe em Vós.
Vós, advogada dos pecadores, rogai por nós, intercedei por nós!”

      Não se pode contestar que Maria tenha sido mártir. A obediência faz mártires. Maria foi mártir, sem que tocassem os algozes em seu corpo virginal. Ela teve um martírio dos mais cruéis: o do coração. À semelhança da rosa que cresce entre os espinhos, a Rosa Mística de Deus crescia em anos no meio dos sofrimentos.

      Disse Santo Anselmo que, se Deus não tivesse conservado a vida de Maria por um milagre singular, a dor imensa que Ela sofria podia matá-la a todo instante.

      Para compreender o martírio da Mãe de Deus, seria preciso meditar a imensidade do seu amor a Jesus. Onde está o nosso tesouro, aí está o nosso coração: o tesouro de Maria era Jesus, e quanto mais o amava, mais sofria. Ele, a riqueza dos Céus e da Terra, viu-O, pobrezinho e nu, deitado sobre as palhinhas de uma estrebaria. Ele, a Santidade Infinita, viu-O, contado entre os celerados, e viu Barrabás a Ele preferido. Viu-O descarnado e nu, banhado em sangue, poeira e escarros, insultado, blasfemado, no patíbulo infame da cruz.

      Assim descreveu Nossa Senhora a Santa Brígida a visão de Jesus moribundo:

“Estava o meu querido Jesus pregado ao madeiro, saturado de tormentos e agonizante. Seus olhos encovados, semi-cerrados e sem brilho. Os lábios pendentes e a boca aberta. As faces, descarnadas e pregadas aos dentes. Triste o rosto. A cabeça pendia-lhe sobre o peito e os cabelos, negros de sangue já coagulado e sujo. O ventre unido aos rins, braços e pernas esticados e o corpo coalhado de sangue”

      Por isso diz São João Crisóstomo:

“Quem estivesse no Calvário veria dois altares, onde se consumavam dois grandes sacrifícios: um era o corpo de Jesus; o outro, o coração de Maria” (S. João Crisóstomo)

      Enquanto das feridas abertas do Redentor corria o sangue que nos remiu, dos angustiosos olhos de Maria jorravam lágrimas, sangue do coração, essas pérolas riquíssimas e preciosas que nos foram dadas como penhor de salvação eterna.

      Sangue de Jesus e lágrimas de Maria, sois nosso tesouro, nossa vida, nossa redenção! Digamos as jaculatórias que são mais caras a Nossa Senhora:

“Jesus, ouvi nossas preces! Pelas lágrimas de Vossa Mãe Santíssima!”

      Que nos poderá negar o mais Santo e Amoroso dos filhos, quando lhe apresentamos a nossa suplica invocando o que há de mais precioso e santo, as lágrimas de Sua Mão Maria Santíssima? Quando nos fizer chorar a vida triste, amarga e penosa, olhemos para o Céu, ou melhor, dirijamo-nos ao Calvário e, aos pés de Jesus Crucificado, digamos, cheios de amor, desabafando o coração:

“Vede, Jesus, que são as lágrimas Daquela que mais Vos amou na terra e mais Vos ama no Céu! Sangue de Jesus, lavai-nos da culpa! Lágrimas de Maria, alcançai-nos perdão e misericórdia!”

Monsenhor Ascânio Brandão
O Breviário da Confiança

 

      Prática sugerida: Aprender a Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora.


 

Devoções