Devoção do Mês de Maio

Sexto Dia

Oração Preparatória

Abri, Senhor, os nossos lábios, para que dignamente louvemos o Vosso Santo Nome, na veneração da Santíssima Virgem Maria. Purificai nossos corações de todos os pensamentos perversos, vãos e inúteis. Iluminai o nosso entendimento, inflamai a nossa vontade, para que possamos fazer a nossa oração com verdadeira humildade, firme confiança e fervorosa devoção e mereçamos ser atendidos e bem despachados perante o Augusto Trono da Vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

Oração de Oferecimento

Virgem Santíssima, gloriosa Mãe de Deus, ó Maria! Eis-nos diante de Vós novamente reunidos para manifestar-Vos a nossa veneração e o nosso amor. Alegramo-nos pela alta dignidade e glória a Vós concedida pelo Deus todo-poderoso. Louvamos e bendizemos ao Senhor, por nos ter dado a Vós por Mãe, por ter adornado do mais perfeito amor o Vosso Puríssimo e Sagrado Coração.  

Consagramos a Vós, Virgem Santíssima, todos os dias deste mês e especialmente o dia de hoje. Hoje e sempre Vos escolhemos por nossa protetora e intercessora junto a Jesus, Vosso Filho. A Vós consagramos nosso coração, nosso corpo e nossa alma. Em Vossas mãos entregamos todas as nossas esperanças e consolações, todas as nossas aflições e tribulações. A Vós recomendamos a nossa vida inteira e em particular os últimos instantes dela. Mostrai ser nossa Mãe! Ao Vosso patrocínio recomendamos a Santa Igreja Católica, especialmente o Papa Francisco, todos os bispos, o clero secular e regular, e as benditas almas do purgatório.  

Compraza-se o Vosso carinhoso Coração nos nossos cânticos e piedosas orações. Juntamo-las neste mês às orações de todos os fiéis e aos louvores que os Anjos no Céu oferecem a Vós, sua amabilíssima Rainha. Alcançai-nos a graça, a maior de todas, de sermos fiéis a Vós e a Vosso Filho até a morte, para que possamos louvar e amar convosco no Céu a Jesus, Vosso Filho e a Santíssima Trindade, por todos os séculos dos séculos.  
Amém.

 

 


Sexto dia

A apresentação da Santíssima Virgem no templo

1. Maria dá-se a Deus pronta e espontaneamente. Havia no espaçoso e maravilhoso templo de Jerusalém uma parte que servia de recolhimento às piedosas mulheres que se dedicavam à vida religiosa e ao serviço do templo. Entre estas mulheres havia, como refere São Lucas, uma profetiza chamada Ana. Na idade de 3 anos, como nos refere a Tradição, os santos pais Joaquim e Ana, apresentaram a sua filhinha no templo, e desde aquele dia a Santíssima Virgem ficou no templo, a fim de ser educada para o serviço de Deus. Com imensa alegria a santa menina se oferece a Deus. Lá na casa de Deus aprendia a cantar salmos, ouvia com muita atenção as explicações dos livros sagrados e das profecias sobre a vinda do Salvador prometido. Neste santo recolhimento, vivia contente e alegre no cumprimento dos seus deveres, salientando-se entre todas as condiscípulas pela sua humildade, sua paciência, sua devoção e inocência. 
Quanto deve envergonhar esta prontidão da santa menina em dar-se a Deus e consagrar-se inteiramente aos seu serviço, a nossa tibieza e a hesitação com que fazemos qualquer pequeno sacrifício por amor de Deus. Oxalá que tivéssemos um pouco desta coragem para nos dar a Deus sem reserva. 

2. Maria dá-se a Deus inteiramente. Renunciou ao mundo e a todos os seus prazeres consagrando-se a Deus perfeita e inteiramente. O serviço de Deus naquele santo recolhimento eram as suas delícias. As vaidades e os prazeres do mundo não a atraíam, seu coração era dedicado só a Deus. Que belo exemplo dá Maria a todos nós e principalmente à mocidade. 
É certo - é certíssimo - que os prazeres deste mundo não nos podem dar uma verdadeira e duradoura felicidade. Bem o sabemos, muitas vezes o confessamos, entretanto não temos a força moral para renunciar a estas ilusões. Pensamos de conseguir o que ninguém ainda conseguiu? Se ao menos amássemos a Deus de todo o nosso coração, se cumpríssemos ao menos os deveres religiosos com verdadeiro gosto e sem repugnância, se nos contentássemos com aqueles prazeres e divertimentos que não impedem o cumprimento dos nossos deveres religiosos e não carregam a nossa consciência, ainda assim seríamos felizes. Mas como é diferente o nosso modo de pensar do da Santíssima Virgem, quão grande é a nossa cegueira e fraqueza! 

3. Maria consagrou-se a Deus irrevogavelmente. 
Nunca se viu na Santíssima Virgem a menor volubilidade e inconstância, que entre nós são tão freqüentes. Nunca se arrependeu de se ter oferecido inteiramente a Deus, nunca arrefeceu-se no caminho da perfeição, pelo contrário, tornou-se cada dia mais fervorosa, mais fiel e mais exata na observação da lei de Deus. Quanto estamos longe de imitar a constância de Maria! Nossa vida não é senão uma série contínua de promessas e de faltas de cumprimento, de resoluções e bons propósitos e de fraquezas em executá-los. No mesmo dia, à vezes na mesma hora, tornamos a cair nas culpas que acabamos de detestar. 

Rezemos 3 Ave-Marias para obter a graça de conhecer o verdadeiro valor das coisas mundanas e celestes.

Orações finais