Devoção do Mês de Maio

Décimo Sétimo Dia

Oração Preparatória

Abri, Senhor, os nossos lábios, para que dignamente louvemos o Vosso Santo Nome, na veneração da Santíssima Virgem Maria. Purificai nossos corações de todos os pensamentos perversos, vãos e inúteis. Iluminai o nosso entendimento, inflamai a nossa vontade, para que possamos fazer a nossa oração com verdadeira humildade, firme confiança e fervorosa devoção e mereçamos ser atendidos e bem despachados perante o Augusto Trono da Vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

Oração de Oferecimento

Virgem Santíssima, gloriosa Mãe de Deus, ó Maria! Eis-nos diante de Vós novamente reunidos para manifestar-Vos a nossa veneração e o nosso amor. Alegramo-nos pela alta dignidade e glória a Vós concedida pelo Deus todo-poderoso. Louvamos e bendizemos ao Senhor, por nos ter dado a Vós por Mãe, por ter adornado do mais perfeito amor o Vosso Puríssimo e Sagrado Coração.  

Consagramos a Vós, Virgem Santíssima, todos os dias deste mês e especialmente o dia de hoje. Hoje e sempre Vos escolhemos por nossa protetora e intercessora junto a Jesus, Vosso Filho. A Vós consagramos nosso coração, nosso corpo e nossa alma. Em Vossas mãos entregamos todas as nossas esperanças e consolações, todas as nossas aflições e tribulações. A Vós recomendamos a nossa vida inteira e em particular os últimos instantes dela. Mostrai ser nossa Mãe! Ao Vosso patrocínio recomendamos a Santa Igreja Católica, especialmente o Papa Francisco, todos os bispos, o clero secular e regular, e as benditas almas do purgatório.  

Compraza-se o Vosso carinhoso Coração nos nossos cânticos e piedosas orações. Juntamo-las neste mês às orações de todos os fiéis e aos louvores que os Anjos no Céu oferecem a Vós, sua amabilíssima Rainha. Alcançai-nos a graça, a maior de todas, de sermos fiéis a Vós e a Vosso Filho até a morte, para que possamos louvar e amar convosco no Céu a Jesus, Vosso Filho e a Santíssima Trindade, por todos os séculos dos séculos.  
Amém.

 
 


Décimo sétimo dia

A vida oculta da Sagrada Família em Nazaré

1. Considera a felicidade da Santa Família na casa de Nazaré. 
Que faz a verdadeira felicidade não são os bens, as honras e os divertimentos deste mundo, mas a virtude, a santidade e a graça de Deus. A santa Família tinha só Deus por seu único bem. Era pobre, mas amava a pobreza e vivia contente com a sua sorte. São José trabalhava para ganhar o pão cotidiano, Maria Santíssima fazia os serviços da casa, e Jesus ajudava a seus pais. Reinava naquela casa a maior harmonia e uma paz inalterada. 
Todos eram felizes no cumprimento de seus deveres. 
A pobre casa de Nazaré era um verdadeiro paraíso. 

2. A sagrada Família vive na obscuridade. 
Poucos tiveram a felicidade de conhecer a Santa Família e estes poucos não adivinhavam que estas três pessoas, que viviam tão afastadas do mundo, eram tão grandes diante de Deus, que Deus mesmo habitava com Maria e José debaixo daquele telhado. 
Jesus era Deus, podia obrar milagres e prodígios, tinha o destino dos povos nas suas mãos, entretanto passava uma vida laboriosa e humilde. Obedecia a Maria e José como o mais obediente e submisso filho. 
Oh, quais não terão sido os sentimentos de Nossa Senhora, vendo Jesus, o soberano Senhor do céu e da terra, sujeito às suas ordens e obediente a qualquer aceno. São José pouco conversava com os homens, trabalhava e rezava e só de noite descansava das suas lidas diárias. Admiremos esta Família, a mais digna de honras e louvores, que prefere entretanto uma vida tão oculta. 

3. Considera a mútua caridade que reinava na sagrada Família. Quando o menino Jesus contava doze anos de idade, os seus santos pais o levaram consigo a Jerusalém, onde costumavam passar a festa da páscoa. Passados os dias da festa, os santos pais regressaram a Nazaré e, acostumados a ver o menino Jesus sempre perto de si, absortos na oração, não perceberam que tinha ficado no templo. Quando no fim da primeira jornada, Jesus não aparecia, ficaram muito aflitos e o procuravam entre os seus parentes e conhecidos, mas não o encontraram. 
Considera o comportamento dos santos esposos nesta emergência. Não se acusam mutuamente, não se queixam um do outro, não se zangam; tratam, pelo contrário, de se consolar um ao outro na grande aflição e juntos procuram o menino, até que afinal o encontram no terceiro dia da ansiosa procura, no templo. Evitemos também tudo que possa ofender a caridade. 

Rezemos 3 Ave-Marias para obter a virtude da caridade e do amor ao próximo.

Orações finais