Devoção do Mês de Maio

Vigésimo Segundo Dia

Oração Preparatória

Abri, Senhor, os nossos lábios, para que dignamente louvemos o Vosso Santo Nome, na veneração da Santíssima Virgem Maria. Purificai nossos corações de todos os pensamentos perversos, vãos e inúteis. Iluminai o nosso entendimento, inflamai a nossa vontade, para que possamos fazer a nossa oração com verdadeira humildade, firme confiança e fervorosa devoção e mereçamos ser atendidos e bem despachados perante o Augusto Trono da Vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

Oração de Oferecimento

Virgem Santíssima, gloriosa Mãe de Deus, ó Maria! Eis-nos diante de Vós novamente reunidos para manifestar-Vos a nossa veneração e o nosso amor. Alegramo-nos pela alta dignidade e glória a Vós concedida pelo Deus todo-poderoso. Louvamos e bendizemos ao Senhor, por nos ter dado a Vós por Mãe, por ter adornado do mais perfeito amor o Vosso Puríssimo e Sagrado Coração.  

Consagramos a Vós, Virgem Santíssima, todos os dias deste mês e especialmente o dia de hoje. Hoje e sempre Vos escolhemos por nossa protetora e intercessora junto a Jesus, Vosso Filho. A Vós consagramos nosso coração, nosso corpo e nossa alma. Em Vossas mãos entregamos todas as nossas esperanças e consolações, todas as nossas aflições e tribulações. A Vós recomendamos a nossa vida inteira e em particular os últimos instantes dela. Mostrai ser nossa Mãe! Ao Vosso patrocínio recomendamos a Santa Igreja Católica, especialmente o Papa Francisco, todos os bispos, o clero secular e regular, e as benditas almas do purgatório.  

Compraza-se o Vosso carinhoso Coração nos nossos cânticos e piedosas orações. Juntamo-las neste mês às orações de todos os fiéis e aos louvores que os Anjos no Céu oferecem a Vós, sua amabilíssima Rainha. Alcançai-nos a graça, a maior de todas, de sermos fiéis a Vós e a Vosso Filho até a morte, para que possamos louvar e amar convosco no Céu a Jesus, Vosso Filho e a Santíssima Trindade, por todos os séculos dos séculos.  
Amém.

 
 


Vigésimo segundo dia

Maria Santíssima depois da ascensão de Jesus Cristo

1. Quarenta dias depois da sua ressurreição, Jesus devia deixar esta terra e voltar ao céu. Acompanhado da sua querida Mãe, dos apóstolos e discípulos, e muitos outros fiéis, Jesus subiu ao monte das Oliveiras, dando a seus apóstolos os últimos conselhos. 
Chegado ao cume do monte, onde se avistava grande parte da Judéia, o Salvador levantou as mãos ao céus, depois estendeu-as sobre a sua Mãe e os seus discípulos, em sinal da eterna proteção e bênção, e elevou-se lentamente ao céu. Maria Santíssima e os discípulos ficaram olhando para o céu. Já não viam mais a Jesus, mas ainda não podiam conformar-se com o pensamento de uma separação definitiva. Imensas saudades sentiu o coração da extremosa Mãe e daquela hora em diante a terra foi para ela um desterro. 

2. Maria não pensava senão no céu. Nunca tinha tido amor do mundo e dos bens desta terra, mas desde que não via mais nesta terra o único objeto de seu amor, não cessava Maria de suspirar pela pátria celeste, onde esperava reunir-se a seu adorado Filho para sempre. Todos os seus pensamentos, todos os seus afetos, todos os seus desejos dirigiam-se para o céu. 
Nós, infelizmente, amamos tanto esta terra que não nos pode fazer felizes, e pensamos raras vezes na nossa verdadeira pátria, o céu, só onde podemos encontrar duradoura felicidade. 

3. Maria não falava senão do céu. Era este o principal objeto de suas conversações com os apóstolos e os primeiros fiéis. Com a esperança do céu, animava os apóstolos e fiéis em seus trabalhos, em suas perseguições. A esperança da reunião com Jesus no paraíso era a doce esperança em todos os seus sofrimentos. 
Nós devíamos imitar o exemplo de Maria Santíssima e lembrar-nos incessantemente do céu. Esta lembrança nos daria grande consolação em todas as adversidades. 

Rezemos 3 Ave-Marias para obter a graça de amar o céu e não esta terra miserável, que temos de deixar brevemente.

Orações finais