Da perseverança na devoção à misericordiosíssima Virgem 1. Necessidade da perseverança. De certo modo, podem aplicar-se à devoção à Mãe de Deus estas palavras da Sagrada Escritura: "Aquele que perseverar até o fim será salvo". Maria Santíssima tem inumeráveis devotos e ganha novos todos os dias, mas infelizmente também sempre há alguns entre os seus devotos que se arrefecem. Tornam-se tíbios e indiferentes e pouco a pouco perdem o amor filial. Deplorável inconstância é causa da perdição de muitos, que sob a proteção de Nossa Senhora teriam salvado as suas almas. Sejamos constantes e seremos salvos. 2. Obstáculos à perseverança. O primeiro obstáculo para a nossa perseverança na devoção a Maria é a nossa inconstância e volubilidade. Em certos momentos de fervor, parecemos abrasados de amor; o nosso fervor, porém, logo esfria. Os exercícios de piedade em sua honra nos ficam pesados, fazemo-los sem gosto, e acabamos por abandoná-los. Outro obstáculo importantíssimo é o pecado. Se qualquer paixão pecaminosa toma conta de nossos corações, se estamos mal com Deus, também necessariamente há de desaparecer o amor a Maria de nossos corações. 3. Meios de perseverança.
Para perseverar na devoção a Maria, lembremo-nos muitas
vezes dos motivos que nos obrigam a honrá-la e amá-la.
A sua dignidade de Mãe de Deus, a sua bondade para
conosco, as inumeráveis graças que devemos a sua
grandeza, o seu poder e a sua misericórdia, devem ser
motivos poderosíssimos para perseverarmos fervorosos na
sua devoção. Seria uma indizível ingratidão e um
imenso prejuízo nosso por toda a eternidade, se
deixássemos de oferecer-lhe o tributo de nossa
gratidão, veneração e amor. Rezemos 3 Ave-Marias para conseguir a graça da perseverança final. |