A Imaculada Conceição da Santíssima Virgem 1. Consideremos a graça
concedida a Maria na concepção. Por um privilégio só
a ela concedido, foi preservada do pecado original, de
que todos nascem manchados. A qualidade de Mãe de Deus,
para a qual Maria estava destinada, exigia tão gloriosa
prerrogativa. Aquela que devia dar ao mundo o Deus de
toda a santidade, que era destinada a esmagar a cabeça
da serpente infernal, não devia ser nem por um só
momento escrava do demônio, inimiga de Deus e filha da
perdição. Por isso, Deus devia abrir uma exceção da
regra geral e não permitir que o pecado original
manchasse a alma daquela que mais tarde devia ser a Mãe
de Jesus. 2. A Santíssima Virgem era
Mãe de Deus, elevada pois à mais alta dignidade, que
uma criatura pode galgar, mas a prerrogativa da Imaculada
Conceição, a isenção do pecado original, parecia-lhe
- conforme dizem os santos doutores - mais preciosa do
que todas as outras dignidades e grandezas. Teria
preferido à própria maternidade divina a graça de ser
livre do pecado original. A mais elevada dignidade não
lhe parecia uma compensação digna pela desgraça de
estar, embora por pouco tempo, em estado de pecado.
3. Quanto fez Maria para
conservar esta graça! Conquanto isenta não só do
pecado original, mas também da inclinação para o mal,
passava contudo uma vida laboriosa e mortificada, para
evitar a mínima tentação exterior. Amava a vida
penitente e solitária, rezava e trabalhava. Que exemplo
para nós! Tomamos também as precauções necessárias
para evitar os pecados? Nascemos com o pecado original,
sentimos o estímulo das nossas paixões, temos uma
inclinação violenta para o mal e, apesar de tudo isso,
não fazemos os necessários esforços para evitar as
ocasiões próximas do pecado. Rezemos 3 Ave-Marias para obter um grande horror do pecado. |