Devoção do Mês de Maio

Décimo Quarto Dia

Oração Preparatória

Abri, Senhor, os nossos lábios, para que dignamente louvemos o Vosso Santo Nome, na veneração da Santíssima Virgem Maria. Purificai nossos corações de todos os pensamentos perversos, vãos e inúteis. Iluminai o nosso entendimento, inflamai a nossa vontade, para que possamos fazer a nossa oração com verdadeira humildade, firme confiança e fervorosa devoção e mereçamos ser atendidos e bem despachados perante o Augusto Trono da Vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

Oração de Oferecimento

Virgem Santíssima, gloriosa Mãe de Deus, ó Maria! Eis-nos diante de Vós novamente reunidos para manifestar-Vos a nossa veneração e o nosso amor. Alegramo-nos pela alta dignidade e glória a Vós concedida pelo Deus todo-poderoso. Louvamos e bendizemos ao Senhor, por nos ter dado a Vós por Mãe, por ter adornado do mais perfeito amor o Vosso Puríssimo e Sagrado Coração.  

Consagramos a Vós, Virgem Santíssima, todos os dias deste mês e especialmente o dia de hoje. Hoje e sempre Vos escolhemos por nossa protetora e intercessora junto a Jesus, Vosso Filho. A Vós consagramos nosso coração, nosso corpo e nossa alma. Em Vossas mãos entregamos todas as nossas esperanças e consolações, todas as nossas aflições e tribulações. A Vós recomendamos a nossa vida inteira e em particular os últimos instantes dela. Mostrai ser nossa Mãe! Ao Vosso patrocínio recomendamos a Santa Igreja Católica, especialmente o Papa Francisco, todos os bispos, o clero secular e regular, e as benditas almas do purgatório.  

Compraza-se o Vosso carinhoso Coração nos nossos cânticos e piedosas orações. Juntamo-las neste mês às orações de todos os fiéis e aos louvores que os Anjos no Céu oferecem a Vós, sua amabilíssima Rainha. Alcançai-nos a graça, a maior de todas, de sermos fiéis a Vós e a Vosso Filho até a morte, para que possamos louvar e amar convosco no Céu a Jesus, Vosso Filho e a Santíssima Trindade, por todos os séculos dos séculos.  
Amém.

 

 


Décimo quarto dia

O nascimento de Jesus

1. Considera as circunstâncias em que Jesus nasceu. Maria Santíssima e São José moravam em Nazaré, mas o Salvador devia nascer em Belém - assim Deus o tinha determinado e assim era anunciado pelos profetas. Parecia pouco provável o cumprimento desta profecia, mas eis de repente aparece um edital do imperador Augusto, mandando fazer um arrolamento de todas as pessoas que estavam sob o seu domínio. Cada um deveria se inscrever na cidade de sua origem e, por isso, José e Maria ficaram obrigados a ir a Belém apesar dos rigores do inverno e do estado em que Maria Santíssima se achava. Depois de uma penosa viagem de 5 dias, chegaram os santos esposos a Belém e, tendo cumprido a ordem do imperador, procuraram uma pousada. Mas debalde batiam em todas as portas, ninguém queria recebê-los. Que aflição para São José! Afinal, não lhes restou outra senão abrigar-se em um estábulo nos campos de Belém. E aqui Maria, sem a menor dor, e sem deixar de ser virgem, deu à luz o Salvador do mundo. Prostremo-nos com profundo respeito aos pés do menino Deus, adoremo-lo como nosso Redentor e Criador. 

2. Considera a extrema pobreza em que Jesus nasceu. 
O Rei da eterna glória, o Senhor do universo, para nascer não tinha nem a mais pobre choupana, nasceu em um estábulo, singelo abrigo de simples animais; seu berço foi uma manjedoura. É impossível imaginar maior pobreza do que aquela em que nasceu Jesus. Maria Santíssima amava a pobreza e tinha o mais perfeito desapego dos bens deste mundo, mas nesta ocasião sentia imenso pesar ao ver o seu amado filhinho sofrer tanto pela falta absoluta de recursos. Doía-lhe o coração quando deitava o tenro e delicado corpinho do recém-nascido sobre a dura e fria palha do presépio. 
Mas a divina providência assim o queria, e por isso resignava-se humildemente. 

3. Enquanto Jesus nasce como o mais pobre dos homens, nos campos de Belém os anjos radiantes de luz celeste entoam os seus cânticos de louvor. "Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de boa votade na terra!" Convidam os pastores a render as suas homenagens ao Salvador recém-nascido. Guiados pelos anjos, os pobres pastores correm ao estábulo e ei-los de joelhos para adorar o menino Deus. 

Rezemos 3 Ave-Marias para obter a graça de desapego dos bens deste mundo.

Orações finais