Devoção do Mês de Maio

Vigésimo Dia

Oração Preparatória

Abri, Senhor, os nossos lábios, para que dignamente louvemos o Vosso Santo Nome, na veneração da Santíssima Virgem Maria. Purificai nossos corações de todos os pensamentos perversos, vãos e inúteis. Iluminai o nosso entendimento, inflamai a nossa vontade, para que possamos fazer a nossa oração com verdadeira humildade, firme confiança e fervorosa devoção e mereçamos ser atendidos e bem despachados perante o Augusto Trono da Vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

Oração de Oferecimento

Virgem Santíssima, gloriosa Mãe de Deus, ó Maria! Eis-nos diante de Vós novamente reunidos para manifestar-Vos a nossa veneração e o nosso amor. Alegramo-nos pela alta dignidade e glória a Vós concedida pelo Deus todo-poderoso. Louvamos e bendizemos ao Senhor, por nos ter dado a Vós por Mãe, por ter adornado do mais perfeito amor o Vosso Puríssimo e Sagrado Coração.  

Consagramos a Vós, Virgem Santíssima, todos os dias deste mês e especialmente o dia de hoje. Hoje e sempre Vos escolhemos por nossa protetora e intercessora junto a Jesus, Vosso Filho. A Vós consagramos nosso coração, nosso corpo e nossa alma. Em Vossas mãos entregamos todas as nossas esperanças e consolações, todas as nossas aflições e tribulações. A Vós recomendamos a nossa vida inteira e em particular os últimos instantes dela. Mostrai ser nossa Mãe! Ao Vosso patrocínio recomendamos a Santa Igreja Católica, especialmente o Papa Francisco, todos os bispos, o clero secular e regular, e as benditas almas do purgatório.  

Compraza-se o Vosso carinhoso Coração nos nossos cânticos e piedosas orações. Juntamo-las neste mês às orações de todos os fiéis e aos louvores que os Anjos no Céu oferecem a Vós, sua amabilíssima Rainha. Alcançai-nos a graça, a maior de todas, de sermos fiéis a Vós e a Vosso Filho até a morte, para que possamos louvar e amar convosco no Céu a Jesus, Vosso Filho e a Santíssima Trindade, por todos os séculos dos séculos.  
Amém.

 
 


Vigésimo dia

As dores de Maria Santíssima

1. Vinte e dois anos eram passados depois daquela cena aflitíssima, em que a Mãe do Redentor procurou ansiosamente o seu amado Filho pelas ruas de Jerusalém. Vamos considerar agora como a mesma Mãe, com o coração transido de dor, segue o seu Filho pelas ruas da mesma cidade ao lugar do suplício. 
Oh, tristíssimo quadro! Jesus vergado sob o peso da enorme cruz, caminhava para o Calvário, deixando no caminho longos traços de seu sangue, e a Mãe das Dores o acompanhava, torturada de indizível angústia. Assistia ao pé da cruz à horrível agonia de seu divino Filho, ouviu os seus gemidos, ouviu o seu tocante clamor ao eterno Pai, sem poder dar-lhe o mínimo alívio. Que martírios para o coração terno da Mãe! 

2. Consideremos os motivos por que Deus permitia que Maria sofresse tantas dores. 
Foi para fazê-la mais semelhante a seu Filho, que foi o mais atribulado de todos os homens; foi para dar-lhe ensejo de merecer novas coroas; foi, enfim, para no-la propôr como o mais perfeito modelo em todas as nossas aflições. Em nossas aflições, consideremos as dores de Maria, para suportá-las também com paciência e torná-las meritórias. 

3. Consideremos as virtudes que Maria pratica ao pé da cruz. 
Estava a Senhora de pé, derramou tantas lágrimas que até pareciam de sangue vivo, como diz São Germano, porém não se queixou, nem faleceu de dor, e conformou-se com a divina vontade. Seu Filho era-lhe infinitamente mais caro do que a própria vida, mas heroicamente o oferece ao eterno Pai pela salvação dos homens. Enquanto o coração estava despedaçado de dores, a sua vontade não vacilava nem um momento na sua inteira submissão sob a vontade de Deus. 

Rezemos 3 Ave-Marias para pedir um grande amor à Mãe das Dores, que tanto sofreu por nós.

Orações finais